quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O uso das plantas medicinais

A falta de informação sobre possíveis riscos e benefícios que o uso de plantas medicinais podem causar é um dos principais fatores que contribui para a automedicação da população com ervas.
Existem casos que as pessoas querem usar estes recursos através de indicações de amigos, familiares mais velhos, vizinhos etc, pois acreditam que esta terapêutica é eficaz para tratar da saúde. Isso ocorre muito quando os meios modernos não resolvem determinados problemas, então os pacientes procuram por meios alternativos,principalmente na flora.

O que as pessoas não lembram é que estas plantas mudam de nomes entre regiões, comunidades e pessoas. Ou seja, pode haver com isso diferentes atribuições para estes “ medicamentos”, o que acaba causando alto risco a saúde do paciente se utilizada um planta que não seja especifica para determinada doença.

Pesquisadores da UFRJ têm realizado estudos para saber os efeitos terapêuticos que estas plantas oferecem. Para realização desta pesquisa foram entrevistadas 41 famílias que afirmam utilizar as plantas medicinais para curar as doenças. As principais preparações são realizadas para solucionar problemas digestivos e respiratórios.

De acordo com as pesquisar 55,6% das amostras apresentaram sua atividade alterada pela maneira como foram preparadas, o que pode causar efeitos divergentes se preparado de maneira inadequada.

As receitas de chá e remédios caseiros da vovó podem ate não ser tão ofensivas quanto parecem, mas é necessário lembrar que apenas um profissional farmacêutico pode promover o uso correto das plantas medicinais.


Efeitos colaterais:


Babosa

Terapêutico: laxante

Colateral: diarréia, nefrite


Camomila

Terapêutico: anti-espasmódico e anti-inflamatório

Colateral: dermatites de contato (reação alérgica)

Arnica Silvestre

Terapêutico: anti-espasmódico

Colateral: não descrito



Erva da Santa Maria

Terapêutico: anti-helmítico (verme intestinal)

Colateral: irritação da pele e mucosas, vômitos, vertigens e surdez


Fonte: Instituto de Biofísica da UFRJ

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